Posted by admin on out 31, 2008 in
economia
Entrevista com o presidente da Vale achei bem legal aconselho a leitura.
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Portal EXAME O presidente da Vale, Roger Agnelli, afirma que a empresa passou os últimos anos reduzindo despesas e treinando pessoas e, por esse motivo, está prepara para o “inverno” econômico. Agnelli – que voltou recentemente de uma viagem pelo Canadá, África e Europa – diz que se sentiu revigorado ao perceber que as minas da Vale e a própria economia real continuam funcionando bem apesar da crise. O executivo admite que revendedores de minério e as siderúrgicas passam por um momento de desestocagem. Sem ter acesso ao crédito, essas empresas precisam gerar liquidez e vender produtos a qualquer preço. Ele acredita, no entanto, que esse movimento será revertido em breve e que, com paciência, será possível conseguir o reajuste de 12% para o minério de ferro vendido à China. Veja a seguir os principais trechos da entrevista exclusiva concedida por Agnelli a EXAME:
EXAME – O senhor acaba de chegar de um giro mundial por Canadá, África e Europa para sentir o ambiente internacional. Com quem o senhor falou e qual o resultado da viagem?
Roger Agnelli – Quando a gente fica aqui sentado, olhando as coisas acontecerem, você sente a crise de forma mais intensa. Quando você sai para ir aos lugares onde realmente estão acontecendo, você volta com o pensamento completamente diferente. Por exemplo: eu estava aqui há um mês, o mercado com aquele nervosismo, aquela coisa toda, e o mundo vai acabar, etc. O que eu fiz? Fui embora para Carajás. Fui ver as operações e toda a parte de desenvolvimento sustentável, a parte de projetos sociais que a gente está desenvolvendo lá nas áreas de Carajás e quando eu volto, eu volto completamente diferente, revigorado.
EXAME – Só que aí depois você foi para a Europa e para o Canadá.
Agnelli – [risos] Eu sei. O mercado já ia ajustar. Aí que fui ver as operações em Minas Gerais e vi um projeto que a gente vai inaugurar agora no final de ano, que é Itabirita, uma pelotização gigantesca, mais de um bilhão de dólares foram investidos ali. Quando você olha isso, você fala: “gente, o mundo existe”. Aí eu voltei. Aí eu fui para o Canadá. Conversei com o pessoal, vi como estavam os clientes, vi como estava o mercado, como é que estavam as perspectivas, os investimentos. Passei em Nova York, fiz uma reunião com a Exxon e a IBM, conversamos um pouco sobre o mercado, recursos naturais.
EXAME – São clientes?
Agnelli – Não, esses são amigos. Conversamos bastante, vendo as perspectivas.
EXAME – E o que eles falaram?
Agnelli – Todas as grandes empresas, principalmente as empresas de recursos naturais, a gente está sempre olhando em longo prazo. O que acontece no curto prazo, você tem de estar pronto para esse tipo de chacoalhada nos mercados. Aí de Nova York eu fui embora para Moçambique, vi o projeto de carvão e os projetos sociais de Moçambique… O ponto todo é que de onde eu estava, eu ligava para ver se ainda a Baía de Guanabara estava aqui, se Ipanema existia. E todo dia eles diziam que Ipanema existia e que a Baía de Guanabara continuava aqui. A questão toda de crise, a questão do que está acontecendo nos mercados hoje é que se você ficar muito fechado, muito interno, você acha que é o fim do mundo. Se você sair e ver que o mundo ainda continua existindo e que isso é uma fase de curto prazo, que a gente vai ter de passar por ela, que é uma ajuste que a gente tem de passar, eu acho que fica tudo mais fácil de você interpretar.
EXAME – Mas no Canadá, na Europa o cenário foi de redução de demanda ou não?
Agnelli – O cenário do mundo inteiro, todos os setores de atividade é um cenário de crise. Ninguém vai passar ao largo disso. Isso é uma realidade que todo o mundo tem de encarar.
EXAME – Qual é o cenário para a Vale?
Agnelli – Na Vale, eu sempre falei que a gente tem de estar preparado para o inverno. O inverno um dia poderia chegar e chegou. O que a Vale fez nesses anos todos? Nos últimos dois anos, nós intensificamos fortemente o treinamento dos empregados. Hoje, nós estamos com um quadro de empregados com nível de treinamento muito, muito apurado. Nós investimos forte na redução de custo em todas as unidades da companhia.
EXAME – Quanto que vocês conseguiram reduzir?
Agnelli – A gente nunca colocou uma meta, mas nos balanços é visível o fato que a empresa tem controlado os custos e a gente conseguiu conviver com margens crescentes mesmo com a valorização do real contra o dólar que se deu até o mês passado [setembro]. Essa questão cambial impacta fortemente os custos da empresa porque a gente tem 70% a 80% dos nossos custos em reais, em dólar canadense ou em dólar australiano – e todas essas moedas têm se valorizado. Nós investimos também fortemente na otimização de todas as operações, ganhamos em escala em praticamente em todas as nossas operações. Mais do que isso: nós negociamos no ano passado com todos os nossos fornecedores contratos estratégicos de fornecimento de equipamentos a preços preferenciais para os próximos cinco anos.
EXAME – E esses contratos foram em dólar?
Agnelli – Esses contratos são de acordo com as nossas necessidades. Tem contratos em reais, tem contratos em dólar, mas todos eles com preço e com prazo de entrega de dois anos. Nós negociamos com banco, grandes bancos mundiais, tipo JBIC [japonês], BNDES, o Exim [banco do Japão para incentivo à importação] linhas de crédito destinadas aos nossos projetos que nós estamos fazendo e que vamos implantar no ano que vem. Então, todos os nossos projetos têm uma linha de crédito já aprovada para execução desses projetos. Nós fizemos uma operação de aumento de capital há três meses. Nós colocamos em caixa 12 bilhões de dólares. Então eu diria que a Vale está muito bem preparada para o inverno que chegou. O que nós temos de fazer agora? Ter paciência. Existe um processo fortíssimo de desestocagemm, está todo o mundo tentando fazer dinheiro, fazer capital de giro porque o crédito sumiu. O crédito sumiu do mundo inteiro.
EXAME – Você está dando crédito aos clientes no momento ou não?
Agnelli – Não, porque todos os nossos contratos, principalmente na China, são com carta de crédito. Nós não temos atrasos.
EXAME – O pessoal não está conseguindo comprar porque não consegue a carta de crédito?
Agnelli – Nossos clientes estão todos tentando fazer dinheiro. No caso específico da Vale, temos o privilégio de ter relacionamento com empresas de empresas de dezenas de países há mais de 50 anos. Em alguns casos, a gente fornece quase que a totalidade do minério.
EXAME – Quer dizer que eles não têm como fugir?
Agnelli – Não. Quero dizer que eles vão cortar primeiro – como já vêm cortando – dos fornecedores novos. Fornecedores que não têm a mesma qualidade que a gente, fornecedores que não têm a mesma tradição que a gente tem.
EXAME – Sobre as negociações com a China, como estão?
Agnelli – O caso da China, eu diria, é o caso mais particular. A China teve no começo do ano um problema de inflação. O governo tomou medidas de ajuste para desacelerar a economia. Nessa conta vieram desastres naturais, como terremoto e enchente. Depois veio Olimpíada. A China neste ano teve idas-e-vindas muito fortes. A China estava crescendo e tinha de preparar tudo, terminar tudo para as Olimpíadas, teve um superaquecimento momentâneo, em que os preços explodiram e, por isso, houve inflação. Os traders [revendedores] entraram no mercado comprando minério pagando créditos altíssimos e estocaram. Não só minério de ferro como níquel, como cobre, como alumínio. E hoje nós estamos numa situação inversa. Eles não têm capital de giro, têm estoques a um preço elevadíssimo e têm de desovar, vender a qualquer preço. Então o que está acontecendo agora é um processo de desestocagem, em que quem não tiver capital de giro, quem não tiver saúde financeira, vai queimar para fazer dinheiro. É o que está acontecendo. Os chineses, então, pararam de comprar, principalmente as pequenas e médias siderúrgicas, que ficaram também com o estoque de aço a custo elevado. Eles têm de fazer dinheiro e pararam de comprar. As grandes siderúrgicas estão ajustando um pouco a produção porque os pequenos e médios estão vendendo a qualquer preço o aço, estão vendendo a qualquer preço as matérias-primas que estão estocadas. Travou a China. Então não é só a Vale. É a Vale, é a Rio Tinto, é a BHP.
EXAME – Mas para vocês, a situação ficou meio difícil.
Agnelli – Não, não. É uma questão de timing.
EXAME – Então o que vai acontecer?
Agnelli – A gente aprendeu com os chineses uma coisa importante chamada paciência. Os chineses têm uma paciência milenar. Para nós, vamos vender sempre na condição de mercado. E a condição de mercado, para nós, é com reajuste de preço de 12%. E mesmo por que o resto das Ásia inteirinha já aceitou o reajuste de 12%.
EXAME – É verdade que vocês mudaram a qualidade do minério que vocês mandavam para o Japão para poder assim dar um estímulo para eles aceitarem o aumento?
Agnelli – Não, não reduzimos, nada disso. A questão do teor é uma questão que como você está trabalhando no máximo, no limite da capacidade e qualidade, a tendência é baixar porque você tem de deixar o minério no estoque, por exemplo, dez, quinze dias para tirar a água dele. Só que a gente estava tirando do trem direto para o navio. Não tinha nem estocagem.
EXAME – No caso dos japoneses, isso chegou a acontecer?
Agnelli – Em alguns casos, sim, chegou com mais umidade do que era previsto chegar.
EXAME – E isso não era um instrumento de negociação?
Agnelli – Não. A Vale é uma empresa séria. Não espere da Vale esses expedientes. Eu tenho a minha consciência tranqüila com referência a todos os meus clientes na China. A siderurgia chineses está onde está hoje pela Vale, porque se não fosse a Vale a siderurgia chinesa não estaria no tamanho que está. Por isso que tenho a minha consciência tranqüila em negociar como tem de ser negociado com base no mercado. Buscar aquilo que é possível buscar, sem comprometer e sem sacrificar o longo prazo. Isso é muito importante. O que a gente propõe para os clientes é pensado, é discutido, é falado. Eu falei isso sobre o preço numa viagem que eu fiz à China em março com todos os meus clientes na Ásia. Eu visitei todos os meus clientes na China, no Japão e Taiwan e naquela época eu disse: vocês estão negociando com australianos, nós estamos acertando o preço com vocês; lembrem-se de que a Vale tem a melhor qualidade de minério e se vocês concordarem em pagar o diferencial do frete, a gente dá o diferencial pela qualidade. Quando chegou junho, eles acertaram com os australianos. Então, nós voltamos à negociação. Os japoneses imediatamente aceitaram, os coreanos imediatamente aceitaram, os tailandeses imediatamente aceitaram, os chineses estavam quase todos aceitando.
EXAME – E o que aconteceu?
Agnelli – Aí começa aquilo que é muito característico na China que é soltar para tudo quanto é jornal, fazer aquele barulho todo de imprensa que tem um problema, etc., para chamar o governo chinês para interferir. E teve uma intervenção simultânea à queda de mercado, com a crise que explodiu lá também.
EXAME – Como o governo interfere?
Agnelli – São todas siderúrgicas estatais. E aí o governo orienta as siderurgias no sentido de não aceitarem.
EXAME – Como o sr. vê esse movimento mundial de siderúrgicas de investir na verticalização, de comprar minas para garantir o abastecimento próprio?
Agnelli – Eu não sei. O tempo melhor dirá. As grandes e melhores minas que nós compramos vieram de siderúrgicas porque elas estavam sem capital e isso foi no começo da década. Hoje já é metal. Então eu diria para você o seguinte: isso é um pêndulo, isso é moda. Quando sobra muito dinheiro, como era o caso há alguns meses, todo o mundo verticaliza. A história é essa: sobrou muito dinheiro, não tem onde pôr, verticaliza. Já se faltou dinheiro…
EXAME – Mas o que vocês fazem nesse momento?
Agnelli – O que a gente faz o seguinte: nossa visão é de longo prazo e a gente segue nosso plano estratégico, a rigor. Não desviamos disso.
EXAME – Isso é uma resposta padrão, mas internamente o que vocês fazem? Você observa, chama o cara para conversar?
Agnelli – Se você olhar o nosso histórico dos últimos sete anos, você vai ver que nós estamos exatamente seguindo a estratégia que a gente falou há sete anos.
EXAME – Está bom, mas nos bastidores você não fica parado?
Agnelli – Claro que não.
EXAME – Você procura seus interlocutores, você manda fazer análise, sei lá. Isso que eu quero saber. Que movimentação…
Agnelli – Cada uma das minas que foram vendidas, cada um dos depósitos que foram comprados a gente tem dado informação a público de cada um deles, aqui no Brasil e fora do Brasil. Então a gente sabe que onde a gente é competitivo e onde que a gente não é competitivo.
EXAME – E onde vocês não são competitivos?
Agnelli – A estratégia, por exemplo, de aumentar o número de clientes investindo no Brasil aconteceu. Nós estamos trazendo para o Brasil quatro novas grandes siderúrgicas. Isso praticamente quase que dobrou a produção de aço no Brasil. Então, se de alguma forma, existe uma tendência de verticalização no setor siderúrgico, eu acho a nossa estratégia em termos de alocar menos capital é mais inteligente e a gente consegue atrair os clientes no Brasil porque a gente vai fornecer minério para essas empresas.
EXAME – Existe uma diferença da sua maneira de gerir a empresa para diversos outros, que é se ocupar dos detalhes. Você acha que isso é um diferencial seu? Você acha que isso faz diferença no dia-a-dia da empresa ou é seu jeito mesmo? Os seus colegas, com os quais você convive, se preocupam com esse tipo de coisa?
Agnelli – E depois tem surpresa que perdem em derivativo? Eu não tenho essa surpresa. Graças a Deus eu tenho aqui vários diretores que são controladores, que olham e participam.
EXAME – Você gosta de escolher pessoas? Você tem pessoas parecidas com você?
Agnelli – Não. Eu tenho uma mescla super interessante na diretoria. Todo o mundo tem a personalidade bem forte, todos com muita experiência.
EXAME – O cara tem de ser brigão para fazer parte do seu time?
Agnelli – Tem de ser.
EXAME – Não pode ser mais ou menos.
Agnelli – Não, tem de ser firme.
Tags:economia
Posted by admin on out 30, 2008 in
cultura
magina deixar as nuvens do mundo mais claras… o_O
Pallab Ghosh
Da BBC News
A Royal Society (academia britânica de ciências) vai estudar uma série de propostas inusitadas para reduzir o impacto do aquecimento global sobre a Terra, incluindo a colocação de espelhos no espaço para desviar raios solares.
Vários projetos de “geo-engenharia” foram apresentados. Além dos espelhos, outros cientistas sugeriram estimular o crescimento de algas nos oceanos para absorver dióxido de carbono, ou borrifar “sprays marítimos” sobre as nuvens para que elas fiquem mais brancas e possam refletir os raios solares.
A Royal Society afirma que todas as propostas – não importa o quão mirabolantes – têm que ser propriamente analisadas.
Mas grupos ambientalistas alertam que as soluções tecnológicas não devem desviar a atenção do problema de reduzir a emissão dos gases que provocam o efeito estufa.
Projetos
Um grupo de engenheiros e cientistas que estudam o clima deve analisar os projetos e publicar um relatório em meados do ano que vem.
Entre as idéias também está semear partículas na atmosfera para atuar como um bloqueador solar planetário.
Segundo o professor Andrew Watson, da Universidade de East Anglia, que é membro do grupo, “algumas da idéias podem ter efeitos colaterais desagradáveis, algumas podem ser muito caras e outras podem não funcionar”.
“Sentimos que há uma variedade de idéias como essas por aí, e um crescente interesse por elas”, afirma Watson.
O professor diz acreditar que é hora de analisá-las com alguma autoridade para saber quais podem ser úteis e o que mais precisa ser feito. Watson acrescentou ainda que nenhuma das idéias é claramente maluca.
“O grupo de trabalho não vai desprezar nenhuma delas por parecerem fantásticas”, afirmou. “Acredito que alguns desses esquemas tenham potencial para reduzir o dióxido de carbono na atmosfera, e alguns certamente têm potencial de esfriar o planeta.”
Maior atenção
O objetivo do estudo é providenciar o primeiro passo útil para definir os parâmetros e limitações dessas idéias, e oferecer recomendações sobre quais merecem maior atenção.
Em muitos casos, algumas das propostas podem ter efeitos danosos não intencionais ao meio ambiente.
Um dos objetivos do grupo é investigar esses potenciais efeitos colaterais e estabelecer que tipo de pesquisa deve ser encomendada.
Alguns ambientalistas dizem acreditar, no entanto, que só pensar em soluções tecnológicas desvia a atenção da questão das emissões de gases poluentes.
Mas, segundo o professor Watson, há uma sensação na comunidade científica de que essas propostas devem ser estudadas, porque algumas podem ser úteis, no mínimo, como último recurso.
“Se as piores previsões sobre mudanças climáticas se concretizarem, o que acontece se, politicamente, não conseguirmos mudar nossos hábitos de emissões?”, pergunta o pesquisador.
“Como último recurso, poderíamos usar um desses métodos possíveis”, afirma Watson. “Se não tivermos feito a pesquisa e avaliado esses métodos de maneira apropriada, esta opção não vai estar na mesa.”
Tags:cultura
Posted by admin on out 30, 2008 in
Sem categoria
Estando a oração em ordem direta (seus termos se sucedem na seguinte progressão: sujeito → verbo → complementos do verbo (objetos) → adjunto adverbial), isto é, sem inversões ou intercalações, o uso da vírgula é, de modo geral, desnecessário. Assim:
1. Não se usa vírgula:
Não se usa vírgula separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se diretamente entre si:
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado
b) entre o verbo e seus objetos.
O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
V.T.D.I. O.D. O.I.
Entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto adnominal.

2. Usa-se a vírgula:
Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, devido à sua abundância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão produzindo, todavia, quantidades de alimentos.
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir mão dos lucros altos.
Para marcar inversão:
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de 1982.
Usa-se vírgula para separar entre si elementos coordenados (dispostos em enumeração):
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
Usa-se a vírgula para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza e vocês, churrasco.
Usa-se a vírgula para isolar:
- o aposto:
João, sujeito ignorante, veio da Paraíba.
- o vocativo:
Ora, Thiago, não diga bobagem.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula.htm
Tags:Educação
Posted by admin on out 21, 2008 in
Sem categoria
Hoje, vamos relembrar os conceitos de GERENCIAMENTO DE REDE.
Sds.
Márcia Guimarães
GERENCIAMENTO DE REDE
O que é o Cisco Discovery Protocol (CDP)?
CDP é um protocolo proprietário da Cisco que é executado em todos os dispositivos Cisco habilitados no IOS. Ele é usado para obter informações sobre dispositivos vizinhos diretamente conectados. O CDP opera na camada 2 do Modelo OSI e é independente de meio. Com o CDP, vc pode dizer qual o tipo de hardware, o identificados do dispositivo, o endereço IP, a versão so software, e interfaces ativas nos dispositivos Cisco vizinhos. O CDP é habilitado por default em todos equipamentos Cisco. Ele usa o frame não-roteável SNAP para a comunicação entre dispositivos.
Nota: Pelo fato do CDP ser independente de meio, ele pode operar sobre a maioria dos tipos de mídia. Os únicos tipos de mídia que o CDP não pode operar é sobre X.25, porque este não suporta o encapsulamento SNAP, e as interfaces Frame Relay point-to-multipoint.
Quais são as 3 razões para desabilitar o CDP?
As 3 razões para desabilitar o CDP são as seguintes:
•Para economizar largura de banda ao não trocar frames CDP
•Se vc estiver conectando a dispositivos não-Cisco
•Segurança. Informação via broadcasts CDP sobre o dispositivo a cada 60 segundos. Sniffers e outros dispositivos podem visualizar este broadcasts para descobrir informação sobre sua rede .
Como você desabilita o CDP em routes Cisco?
Dois comandos desabilitam o CDP no router Cisco. Para desabilitar o CDP em todo dispositivo, use o comando global “no cdp run”:
RouterB(config)#no cdp run
Para desabilitar o CDP em um única interface, use o comando de interface “no cdp enable”:
RouterB(config)#int e0
RouterB(config-if)#no cdp enable
Isto desabilita o CDP na interface Ethernet 0.
Nota: Você não pode desabilitar o CDP em todo router e habilitar uma só interface. Apenas exclua as interfaces que você não quer o CDP habilitado.
Qual comando show exibe informações CDP?
O comando show que exibe informação globais CDP sobre um dispositivo. Ele diz a vc quando o dispositivo irá quando enviar pacotes CDP e por quanto tempo a informação CDP serpa guardada (holdtime):
RouterB#show cdp
Global CDP information:
Sending CDP packets every 60 seconds
Sending a holdtime value of 180 seconds
Nota: Para o exame CCNA, lembre-se que o tempo default que um dispositivo envia informação CDP é a cada 60 segundos e o o tempo que o dispositivo vizinho guarda a informação CDP, o holdtime, é de 180 segundos.
Em um router Cisco, o que o comando “show cdp neighbors detail” exibe ?
• Device ID – nome do dispositivo
• IP address – ip do dispositivo remoto
• Platform – a plataforma de hardware do vizinho – ou seja, seu modelo
• Holdtime -tempo que a info CDP será mantida – exibido em segundos
• Capability – capacidade do dispositivo – diz se o dispositivo é um router, switch, ou repetidor
• Interface – a porta local do router R1
• Port ID – a porta remota do dispositivo vizinho (de R2 e R3)
R1>show cdp neighbors detail ou show cdp entry *
————————-
Device ID: R2
Entry address(es):
IP address: 172.16.3.1
Platform: cisco 2691, Capabilities: Router Switch
Interface: Serial1/0, Port ID (outgoing port): Serial1/0
Holdtime : 164 sec
Version :
Cisco Internetwork Operating System Software
IOS ™ 2600 Software (C2691-ADVENTERPRISEK9-M), Version 12.3(17a), RELEASE SOFTWARE (fc2)
Technical Support: http://www.cisco.com/techsupport
Copyright (c) 1986-2005 by cisco Systems, Inc.
Compiled Mon 12-Dec-05 19:56 by evmiller
advertisement version: 2
VTP Management Domain: ”
————————-
Device ID: R3
Entry address(es):
IP address: 192.168.10.6
Platform: cisco 2691, Capabilities: Router Switch
Interface: Serial1/1, Port ID (outgoing port): Serial1/1
Holdtime : 162 sec
Version :
Cisco Internetwork Operating System Software
IOS ™ 2600 Software (C2691-ADVENTERPRISEK9-M), Version 12.3(17a), RELEASE SOFTWARE (fc2)
Technical Support: http://www.cisco.com/techsupport
Copyright (c) 1986-2005 by cisco Systems, Inc.
Compiled Mon 12-Dec-05 19:56 by evmiller
advertisement version: 2
VTP Management Domain: ”
R1>
Nota: Os dois comandos, “sh cdp nei deta” e “sh cdp entr” exibem o endereço IP.
O que o comando “show cdp traffic” exibe?
Ele exibe informação sobre o tráfego CDP nas interfaces. Isto inclue o número de pacotes CDP enviados e recebidos e os erros CDP:
R1>show cdp traffic
CDP counters :
Total packets output: 12, Input: 8
Hdr syntax: 0, Chksum error: 0, Encaps failed: 0
No memory: 0, Invalid packet: 0, Fragmented: 0
CDP version 1 advertisements output: 0, Input: 0
CDP version 2 advertisements output: 12, Input: 8
R1>
Nota : Você zera os contadores com “clear cdp counters”
O que o comando “show cdp interface” exibe?
Ele exibe informação sobre o status do CDP em todas as inerfaces no seu dispositivo:
R1>show cdp interface
FastEthernet0/0 is up, line protocol is up
Encapsulation ARPA
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
FastEthernet0/1 is administratively down, line protocol is down
Encapsulation ARPA
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
Serial1/0 is up, line protocol is up
Encapsulation HDLC
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
Serial1/1 is up, line protocol is up
Encapsulation HDLC
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
Serial1/2 is administratively down, line protocol is down
Encapsulation HDLC
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
Serial1/3 is administratively down, line protocol is down
Encapsulation HDLC
Sending CDP packets every 60 seconds
Holdtime is 180 seconds
R1>
Nota: Se você desabilitar uma interface com o comando “no cdp enable“, a interface será excluída da saída do comando acima.
Qual comando no Cisco IOS você pode usar para exibir os endereços IP do router?
Para ver os endereços IP dos routers vizinhos, você deve usar o comando “show cdp neighbor detail” ou “show cdp entry *” no modo user EXEC.
Qual comando no Cisco IOS você pode usar para exibir as sessões Telnet ativas de seu router?
O comando “show sessions” exibe suas sessões telnet ativas PARA outros routers.
R1#show sessions
Conn Host Address Byte Idle Conn Name
* 1 172.16.3.1 172.16.3.1 0 0 172.16.3.1
Qual comando no Cisco IOS você pode usar para exibir as sessões Telnet ativas dos usuários atualmente conectados no seu router Cisco?
O comando “show users” exibe as sessões ativas de usuários conectados no router.

show sessions => conexões saindo do router
show users => conexões chegando no router
Qual a sequência chave você utiliza para suspender uma sessão Telnet em um sistema remoto e retornar ao seu router local ?
Para suspender uma sessão Telnet, pressione Ctrl-Shift-6 e depois X.
Como você finaliza uma sessão remota Telnet no router Cisco ?
Para finalizar uma sessão Telnet, utilize os comando “exit” ou “logout” enquanto estiver no dispositivo remoto:
RouterB>exit
[Connection to 192.168.1.2 closed by foreign host]
RouterA#
O que acontece se você pressionar ENTER depois que retornou ao seu router local utilizando a sequência chave Ctrl-Shift-6 + X ?
O router local tenta restaurar a conexão Telnet ao dispositivo remoto. Abaixo temos uma saída onde conectamos a R1, e retornamos ao router local R2 com a sequência chave Ctrl-Shift-6 + X. Estando no prompt do router R2 pressionamos ENTER e o router retoma a conexão remota a R1.
R2# <ENTER>
[Resuming connection 1 to 172.16.3.2 … ]
*Mar 1 00:18:27.643: %SYS-5-CONFIG_I: Configured from console by console
R1#
Nota: Muita atenção com isso nos lab´s práticos no exame.
Usando o comando ping, você recebeu um dos seguintes códigos:
.
!
?
C
U
I
O que cada uma dessas respostas significa ?
. = Cada ponto indica que o servidor de rede deu timeout enquanto esperava por um reply.
! = Cada exclamação indica um reply recebido.
? = tipo de pacote desconhecido.
C = Um Congestionamento experimentado pelo pacote foi recebido .
U = Um erro ”destination Unreachable” foi recebido.
I = O usuário interrompeu o teste.
Nota : O código “U” no ping é Destination Unreacheable e no traceroute é Port Unreacheable. Cuidado !
Qual comando EXEC é usado para trace ?
RouterA#traceroute 192.168.2.2
Type escape sequence to abort.
Tracing the route to 192.168.2.2
1 192.168.2.2 16 msec 16 msec *
Nota: Se o trace responder com um “ * ” , isso significa que a investigação deu timeout. Se ele responde com um “ ? ”, isso signifa que recebeu um pacote desconhecido.
Quais os dois meios nos quais o router Cisco resolve os nomes de host para endereços IP ?
Um router Cisco resolves nomes de host usando tanto a tabela de hosts (nomes mapeados via “ip host”), ou um servidor names DNS.
Qual é o principal objetivo da RAM em um router Cisco ?
Na maioria dos routers Cisco, o IOS é carregado na RAM, assim como a running config. Ela também é utilizada para guardar as tabelas de roteamento e os buffers de pacote.
Qual é a função da ROM em um router Cisco ?
No router Cisco, a ROM é usada para inicializar e manter o router.
Qual é a função da memória Flash em um router Cisco ?
A memória Flash é usada para armazenar uma imagem do software do Cisco IOS, e se existir espaço, múltiplos arquivos de configuração ou múltiplos IOSs. Em alguns routers (série 2500), ela também é utilizada para executar o IOS.
Qual é a função da NVRAM em um router Cisco ?
A Nonvolatile Random-Access Memory (NVRAM) é utilizada para guardar a configuração salva do router. Esta configuração não será perdida quando o router for desligado ou reiniciado.
Qual é o principal propósito do configuration register em um router Cisco ?
O principal propósito do configuration register é controlar como o router inicializa. Ele é um registro de software de 16-bits que por default está setado para carregar o Cisco IOS da memória Flash e olhar para a configuração startup armazenada na NVRAM.
Qual comando do Cisco IOS você usaria para visualizar o valor atual do configuration register?
R3#show version
Cisco Internetwork Operating System Software
IOS ™ 2600 Software (C2691-ADVENTERPRISEK9-M), Version 12.3(17a), RELEASE SOFTWARE (fc2)
Technical Support: http://www.cisco.com/techsupport
Copyright (c) 1986-2005 by cisco Systems, Inc.
Compiled Mon 12-Dec-05 19:56 by evmiller
Image text-base: 0×60008AF4, data-base: 0×62174000
ROM: ROMMON Emulation Microcode
ROM: 2600 Software (C2691-ADVENTERPRISEK9-M), Version 12.3(17a), RELEASE SOFTWARE (fc2)
R3 uptime is 1 hour, 16 minutes
System returned to ROM by unknown reload cause – suspect boot_data[BOOT_COUNT] 0×0, BOOT_COUNT 0, BOOTDATA 19
System image file is “tftp://255.255.255.255/unknown”
(—-saída cortada—-)
cisco 2691 (R7000) processor (revision 0.1) with 153600K/10240K bytes of memory.
Processor board ID XXXXXXXXXXX
R7000 CPU at 80MHz, Implementation 39, Rev 2.1, 256KB L2, 512KB L3 Cache
Bridging software.
X.25 software, Version 3.0.0.
SuperLAT software (copyright 1990 by Meridian Technology Corp).
TN3270 Emulation software.
2 FastEthernet/IEEE 802.3 interface(s)
4 Serial network interface(s)
DRAM configuration is 64 bits wide with parity enabled.
55K bytes of non-volatile configuration memory.
16384K bytes of ATA System CompactFlash (Read/Write)
Configuration register is 0×2102
R3#
Como você altera o configuration register no router Cisco?
Use o comando global config-register.
R3#conf t
Enter configuration commands, one per line. End with CNTL/Z.
R3(config)#
R3(config)#config-register ?
<0×0-0xFFFF> Config register number
R3(config)#config-register 0×2102
Nota: Você não precisa salvar a configuração na NVRAM para o novo valor do config-register, mas ainda precisa dar “reload” no router para que ela efetivamente faça a diferença.
Qual comando do Cisco IOS exibe o conteúdo da memória Flash ?
O comando show flash exibe o conteúdo da memória Flash. Ele inclui as imagens armazenadas na memória Flash, os nomes das imagens, bytes utilizados pela memória Flash, bytes disponíveis, e a quantidade total da memória Flash no seu router:
RouterA#show flash
System flash directory:File Length Name/status
1 6897716 c2500-d-l.120-13.bin[6897780 bytes used, 1490828 available, 8388608 total]
8192K bytes of processor board System flash (Read ONLY)
Nota: Existe uma diferença entre ver o conteúdo do show flash e do show version. O “sh flash” lhe dá uma visão geral do que existe dentro da sua flash. E o “sh ver” lhe diz qual IOS sendo executado no momento. Óbviamente aqui existem nuances como as características (types) do IOS (f, m, r, l, c, z, x, m).
Qual comando do Cisco IOS você deverá usar para copiar a running configuration do seu router para um servidor TFTP?
Antes de copiar, teste a conectividade com o servidor TFTP. E para copiar a running configuration para um servidor TFTP, use o comando “copy running-config tftp” no modo EXEC privilegiado:
RouterB#copy run tftp
Address or name of remote host []? 192.168.0.2
Destination filename [routerb-confg]?
!!
780 bytes copied in 6.900 secs (130 bytes/sec)
Nota: Teste a conectividade do servidor TFTP com o ping antes de fazer a cópia.
Como você apaga o arquivo de configuração startup-config e restaura as configurações de fábrica ?
RouterB#erase startup-config
Erasing the nvram filesystem will remove all files! Continue? [confirm]
[OK]Erase of nvram: complete
Nota : Afim de completar o processo, você precisa reiniciar o router através do comando reload. Um antigo comando que você ainda pode usar e tem o mesmo resultado é o write erase.
Como você restaura o arquivo de configuração de um servidor TFTP para a memória RAM do seu router Cisco ?
Com o comando “copy tftp running-config” no modo EXEC privilegiado, você MESCLA as configurações salvas em um servidor TFTP com as configurações armazenadas na RAM do seu router. Então, você não sobrescreve totalmente o que existe na DRAM, mas existe uma “mistura” do que existe no TFTP com o que existe na DRAM.
RouterB#copy tftp running-config
Address or name of remote host []? 192.168.0.2
Source filename []? routerb-confg
Destination filename [running-config]?
Accessing tftp://192.168.0.2/routerb-confg…
Loading routerb-confg from 192.168.0.2 (via Ethernet0):
!
[OK - 780/1024 bytes] 780 bytes copied in 4.12 secs (195 bytes/sec)
RouterB# 01:40:46: %SYS-5-CONFIG: Configured from tftp://192.168.0.2/routerb-confg
Nota: Muito cuidado aqui ! É importante lembrar de que quando você copia uma configuração de um servidor TFTP para a RAM de um router, na verdade você está mesclando, e as interfaces ficam em shutdown por default e você deve manualmente habilitar cada interface com o comando “no shut”.
Como você faz o backup do IOS do router ?
Para fazer o backup da imagem atualmente armazenada na memória Flash do seu router, use o comando copy flash tftp no modo EXEC privilegiado:
RouterB#copy flash tftp
Source filename [routerb-flash]? flash:c2500-d-l.120-13.bin
Address or name of remote host []? 192.168.0.2
Destination filename [c2500-d-l.120-13.bin]?
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
6897716 bytes copied in 90.856 secs (76641 bytes/sec)
Como vc atualiza ou restaura o IOS do seu router Cisco?
Para atualizar ou restaurar o IOS do router, use o comando copy tftp flash no modo EXEC rivilegiado.
Como vc cria um servidor TFTP no router Cisco ?
Para configurar um router como servidor TFTP, use o comando tftp-server no modo de configuração global.
Como você sai do modo Setup sem salvar nada ?
Ctrl + C
Importantes valores do config-register :
2100 boot manual rommon>
2101 boot via ROM
2102 recuperação de senha
2105 comando boot system – config-register NVRAM
2142 bypass NVRAM
ctrl-break = modo ROM monitor
Comandos boot-system :
router(config)#boot system flash nome-ios
router(config)#boot system tftp nome-ios endereço-ip
router(config)#boot system ROM
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Posted by admin on out 21, 2008 in
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Vamos ver agora conceitos básicos de ROTEAMENTO. Reafirmo: o objetivo desta série não é dissecar todas as definições. Não. Apenas reforçar aquilo que devemos saber, para que possamos assim compreender o que vem pela frente. ok?
Então, vamos lá !
O próximo artigo da série será ACCESS LIST.
Sds.
Márcia Guimarães
ROTEAMENTO
Como o OSPF habilitado nos routers constroem adjacências e trocam tabelas de roteamento ?
O OSPF habilitado nos routers constroem adjacências ao enviar pacotes Hello através das interfaces habilitadas para OSPF.
Se estes routers compartilharem um link comum e aceitarem os parâmetros dentro de seus pacotes Hello, então tornam-se vizinhos. Se estes parâmetros diferirem entre os routers, estes não se tornam vizinhos e as comunicações param.
Routers OSPF formam adjacências com certos routers. Estes routers são determinados pelo tipo de meio de camada 2 (Enlace de Dados), e assim que as adjacências são formadas, cada router envia LSA´s (Link State Advertisements) para os routers adjacentes.
Os LSA´s (Link State Advertisements) descrevem os status de cada link do router. Existem múltiplos tipos de LSA´s e um router que recebe um LSA de um vizinho, grava o LSA deste no banco de dados link-state ou topology e inunda uma cópia do LSA para todos os seus vizinhos.
Quando todos os bancos de dados de toda a área estiverem completos, ou seja, convergência total, então cada router roda seu algoritmo SPF (Shortest-Path First) para calcular uma topologia livre-de-loop da perspectiva do próprio router, e constrói sua tabela de roteamento baseada neste topologia.
É importante notar que o protocolo Hello é bidirecional e tem significado para aqueles vizinhos que foram descobertos e atua como uma espécie de “keepalive” entre os routers vizinhos. Ele também estabelece e mantêm os relacionamentos entre vizinhos e elege o DR (Designated Router) e BDR (Backup Designated Router) para representar o segmento nas redes Broadcast e NBMA (NonBroadcast multiaccess).
Nota: Pacotes Hello são enviados periódicamente para cada interface habilitada com o OSPF usando o endereço IP multicast 224.0.0.5. O intervalo default sobre redes NBMA (nonbroadcast multiaccess) é de 30 segundos. O intervalo default sobre redes Broadcast, Point-to-point, e point-to-multipoint é de 10 segundos.
O que são LSAs (link-state advertisements)?
LSAs são enviados para todas as interfaces habilitadas com o OSPF descrevendo o estado dos links do router. Eles são também pacotes que o OSPF utiliza para anunciar mudanças na condição de um link ou de outros routers OSPF.
Quais os 2 tipos de LSA (link-state advertisement) ?
LSAs Tipo 1 = são LSAs-router e são gerados por cada router para a área para a qual o router pertence. Estes LSA´s descrevem o estado dos links do router para a área (area 0 por exemplo) e são inundados dentro de uma única área (area 0 por exemplo).
LSAs Tipo 2 = são LSA-network e são gerados pelo DR (Designated Router) e o BDR (Backup Designated Router). Eles descrevem os routers anexados a uma rede em particular e são inundados dentro de uma única área (area 0 por exemplo).
Nota: Existem 7 tipos de LSAs, mas somente o tipo 1, Hello, é o que nos interessa para o CCNA.
Qual é a métrica de roteamento na qual o OSPF se baseia?
Bandwith, e usando a fórmula abaixo :
Custo = 108 / bw em bps ou 100.000.000 / bandwidth em bps
Por exemplo, podemos calcular assim o custo de uma interface 100 MBbps (802.3u) que deverá ser:
custo = 100.000.000 / 100.000.000 = 1
O que acontece com o custo de uma interface com 1Gbps (802.3ab/z) ?
Observe que em relação ao custo precisamos fazer alguns ajustes nos links de 1Gbps. Se você usar a fórmula padrão do OSPF, você terá :
custo = 108 / 109 = 0,1 ~ 1
Observou que houve o arredondamento??? Pois é, assim resultando em um custo igual a uma interface com 100Mbps, mas só que temos 1Gbps e esta é bem diferente de uma 100Mbps. Como vamos resolver isso ?
Você tem 2 soluções :
Ou utilizar o comando “ip ospf cost” e setar individualmente o custo em cada interface, assim:
R1(config)# int fa 0/0
R1(config-if)# ip ospf cost 10
R1(config)# int gi 0/0
R1(config-if)# ip ospf cost 1
Ou utilizar o comando “auto-cost reference-bandwidth” e modificar o numerador da fórmula para 109 com o parâmetro “1000″:
R1(config)# router ospf 1
R1(config-router)# auto-cost reference-bandwidth 1000
Você escolhe o sabor !
Baseado na topologia abaixo – Se adjacências forem estabelecidas com somente o DR (Designated Router) e BDR (Backup Designated Router), qual é a contagem do circuito ?

Fórmula :
2(n – 1) onde n é o número de routers na rede.
Então, onde temos 5 routers, temos 8 circuitos :
2(5 – 1) = 8 circuitos
Um circuito também pode ser pensado como uma adjacência ou conexão.
Conte 4 saindo do DR e 4 saindo do BDR, para um total de 8.
Nota: OSPF evita a sincronização entre cada par de routers na rede ao usar um DR e um BDR. Este modo de adjacências são formadas somente para o DR e o BDR, com isso o número de LSA´s enviados sobre a rede é reduzido. Agora, somente o DR e o BDR têm 4 adjacências, e todos os outros routers tem 2.
Em um router habilitado com OSPF – qual será o RID (router ID) do router e onde um router habilitado com OSPF receberá seu RID?
Ao iniciar o OSPF deve ser capaz de definir um router ID ou RID. A fonte mais comum e estável para router ID é o endereço IP configurado na interface lógica loopback que sempre estará disponível. Se nenhuma interface é definida – então o router receberá seu RID do maior endereço IP setado numa interface física.
Nota: Se 2 interfaces lógicas loopback forem definidas – o router utilizará aquela com o maior endereço IP. Ache primeiro o maior endereço IP lógico depois o maior endereço IP físico, e depois a prioridade.
O nome dos 5 tipos de rede OSPF:
Redes Broadcast: Ethernet/Token Ring. Routers habilitados com OSPFem redes broadcast elegem UM DR (Designated Router) e UM BDR (Backup Designated Router).
Todos os routers na rede formam adjacências com o DR e BDR.
Nota: Pacotes OSPF são multicast para o DR e BDR.
Redes NBMA (nonbroadcast multiaccess): Frame Relay/X.25/ATM. Redes NBMA podem se conectar a mais de 2 routers porém não tem a funcionalidade do broadcast. Estas redes elegem um DR e BDR.
Nota: Pacotes OSPF são unicast.
Redes Point-to-point: Um DS1 (T1) físico por exemplo. Redes Point-to-point não elegem um DR ou BDR.
Redes Point-to-point conectam a um par de routers e sempre se torna adjacente.
Redes Point-to-multipoint: Redes Point-to-multipoint têm uma configuração especial nas rede NBMA dentro da qual as redes são tratadas como uma coleção de links point-to-point. Redes Point-to-multipoint não elegem um DR ou BDR.
Nota: Pacotes OSPF são multicast em 224.0.0.5 e 224.0.0.6 .
Virtual links: links virtuais é uma configuração especial de área que o router interpreta como redes point-to-point não-numeradas. O administrador de rede cria/define os virtual links.
O que é roteamento?
Roteamento é o processo no qual itens são encaminhados de uma localização para outra. Roteamento é um paradigma hop-by-hop. Um router Cisco executa funções de roteamento e switching.
Descreva o que cada função faz :
Roteamento é o modo de aprender e manter os anúncios de topologia de rede. Cada router mantem uma tabela de roteamento na qual ele procura (faz um lookup) por endereços de destino de camada 3 para entregar um pacote o mais perto do seu destino.
A função de switching é um movimento de tráfego temporário através de um router, vindo da interface de entrada para uma interface de saída.
Quais são os 3 tipos de rotas que você pode usar em um router Cisco?
rotas estáticas, dinâmicas e rotas default
Qual é a diferença entre uma rota estática e uma rota dinâmica?
Rotas estáticas são rotas que um administrador manualmente entra no router.
Rotas Dinâmicas são rotas que um router aprende automaticamente através de um protocolo de roteamento.
Como você configura uma rota estática em um router Cisco?
Para configurar uma rota estática em um router Cisco, entre com o comando global ….
“ip route rede-destino [mask] {ip-do-next-hop ou outbound-interface} [distância] [permanent] ”
Aqui está um exemplo:
R1(config)# ip route 172.17.0.0 255.255.0.0 172.16.0.1
Leia assim : quando um pacote com um endereço IP de destino estiver range de hosts válidos ( .0.1 a .255.254) da rede 172.16.0.0 /16, R1 irá routear para o next-hop 172.16.0.1.
R1(config)# ip route 172.17.0.0 255.255.0.0 172.16.0.1 135
Este outro exemplo instrue o router a rotear para a rede 172.16.0.1 qualquer pacote que tenha como destino o endereço ip de 172.17.0.1 a 172.17.255.254, sendo que esta rota estática é a rota backup de uma rota dinâmica, e tem distância administrativa com o valor 135. Esse tipo de rota se chama rota flutuante, porque ela só é ativada quando a rota dinâmica estiver indisponível. Quando tudo se normalizar com o roteamento dinâmico, a rota flutuante volta a ficar “discretamente” desativada. Só “flutuando” em torno da dinâmica. 
O que é uma rota default ou padrão?
Também conhecida como “gateway of last resort” ou gateway de último recurso, uma rota default é um tipo especial de rota estática com rede all-zeros e uma máscara de rede. A rota default é utilizada para rotear qualquer pacote para uma rede que um router não está diretamente conectado através do router next-hop. Por default, se um router recebe um pacote para uma rede de destino que não está na tabela de roteamento, ele abandona o pacote (todo router é classful sem o “ip classless”). Quando a rota default é especificada, o router não abandona o pacote. Ao invés disso, ele encaminha o pacote para o endereço IP especificado na rota default ou padrão. Mas isso somente acontece sem o “ip classless” estiver habilitado.
O comportamento default de um router Cisco é usar roteamento classfull, ou seja, ele espera que uma mesma mascára de sub-rede seja configurada para cada interface. Quando o router recebe um pacote para uma rede de destino que não tem uma rota compatível na sua tabela de roteamento, ele descartará o pacote por default. Se você tiver usando rota default, você precisa usar o comando “ip classless”, uma vez que nenhuma rede remota constará na sua tabela de roteamento.
Nota: A partir do IOS 12.x, comando “ip classless” já vem habilitado por default. Mas se você estiver usando versões anteriores a essa, você precisa habilitar o comando, senão seu roteamento default não vai funcionar. Você verifica se o comando está habilitado através do “sh run”.
Como você configura a rota default em um router Cisco?
Para configurar uma rota default em um router Cisco, entre o comando a seguir no modo de configuração global:
ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 [ip-address do router next-hop ou outbound-interface]
Por exemplo:
R1(config)#ip route 0.0.0.0 0.0.0.0 172.16.0.2 <— rede quad-zero e a saída next-hop
Nota: 0.0.0.0 0.0.0.0 = quad-zero
Nota: Qual a distância administrativa dessa rota default ? 0(zero) ou 1 ?
Qual a diferença entre os comandos ip default-gateway, ip default-network e “ip route” ?
ip default-gateway - somente é utilizado quando o roteamento ip está desabilitado no router. Por exemplo, se seu router é um host na rede IP, você pode usar esse comando para definir um default gateway para ele. E por que você desabilitaria o roteamento IP ? Seu router tem poucos recursos e está no modo de boot a fim de utilizar uma imagem que existe em um servidor TFTP, e no modo de boot, o router não tem o roteamento ip habilitado.
ip default-network e “ip route” - Quanto a decidir se você usa uma rota estática default (ip route) ou uma rede default (ip default-network), tenha em mente que se você quer que o protocolo de roteamento propague a rota default, o comando “ip default-network” irá fazer isso para você. Porém, se você quer somente que seu router local tenha a rota default, uma rota IP estática é caminho a seguir.
Nota :
O ótimo Chris Bryant é a fonte desta informação. Aqui o link: IP Default-Gateway
Ou a fonte da Cisco aqui : Configuring a Gateway of Last Resort Using IP Commands
O que é protocolo de roteamento?
Um protocolo de roteamento define um conjunto de regras utilizadas por um router quando este se comunica com os routers vizinhos. Protocolos de roteamento “ouvem” os pacotes de outros participantes a fim de aprender e manter uma tabela de roteamento.
Em quais endereços os protocolos de roteamento “ouvem” a troca de informações ?
| Protocolo |
Endereço |
| RIPv1 |
255.255.255.255 – broadcast |
| RIPv2 |
224.0.0.9 – multicast |
| IGRP |
255.255.255.255 – broadcast |
| EIGRP |
224.0.0.10 – multicast |
| OSPF |
224.0.0.5 e 224.0.0.6 – multicast |
Quais são os principais tipos de protocolos de roteamento?
• Interior Gateway Protocol (IGP)
• Exterior Gateway Protocol (EGP)
IGP é utilizado para trocar informação de roteamento entre routers no mesmo Autonomous System (AS).
EGP é usado para a comunicação entre ASs.
O que é distância administrativa?
Uma distância administrativa ou DA é um inteiro de 0 a 255 que classifica a confiabilidade de uma informação de roteamento recebidas em um router de um router vizinho. A DA é usada como critério de desempate quando um router tem múltiplos paths de diferentes protocolos de roteamento para um mesmo destino. O path com a menor DA é aquele que terá a prioridade
Quais são as 3 classes de protocolos de roteamento?
• Distance vector
• Link-state
• Balanced hybrid
Qual é a Distância Administrativa de cada um dos protocolos abaixo?
| Protocolo |
Distância Administrativa |
| interface diretamente conectada |
0 |
| rota estática |
1 |
| EIGRP – summary |
5 |
| EIGRP – interna |
90 |
| IGRP |
100 |
| OSPF |
110 |
| IS-IS |
115 |
| RIP |
120 |
| EIGRP – externa |
170 |
| Desconhecida |
255 |
Como funciona um protocolo de roteamento distance vector?
Também conhecido como Algorítmo Bellman-Ford, os protocolos de roteamento distance vector passam toda a tabela de roteamento para os routers vizinhos. Routers vizinhos então combinam a tabela de roteamento recebida com sua própria tabela de roteamento. Cada router recebe uma tabela de roteamento de seu vizinho diretamente conectado. Tabelas de roteamento distance vector incluem informação sobre o custo total e os endereços lógicos do primeiro router no caminho de cada rede que eles conhecem.
Como um protocolo de roteamento distance vector rastreia qualquer alteração na internetwork?
Protocolos de roteamento distance vector rastreiam a internetwork periodicamente por updates broadcast saindo por todas as interfaces ativas. Este broadcast contem toda a tabela de roteamento. Este método é frequentemente chamado de “routing by rumor”.
A convergência lenta de um protocolo de roteamento distance vector pode gerar tabelas de roteamento inconsistentes e loops de roteamento.
Quais são os mecanismos que os protocolos de roteamento distance vector implementam para evitar loops de roteamento e inconsistência nas tabelas de roteamento?
• Maximum hop count
• Split horizon
• Route poisoning
• Holddowns
O que é maximum hop count ?
Se um loop existe na internetwork, um pacote fica circulando indefinidamente na internetwork. A contagem máxima de saltos ou Maximum hop counts evita que loops de roteamento ao definir o número máximo de vezes que um pacote ficará em loop através da internetwork. RIP utiliza a contagem de salto ou hop count de até 15, então, qualquer coisa acima de 16 hops se torna INALCANÇÁVEL (unreachable). Toda vez que um pacote passa atravé de um router, é considerado um hop.
Nota :
O que evita loops na camada de rede – L3 ? os mecanismos dos protocolos de roteamento
O que evita loops na camada de enlace de dados – L2 ? STP (802.1d) ou RSTP(802.1w)
O que é Split Horizon ?
A regra do split horizon é quando o router nunca envia de volta informação na direção na qual um update veio.
O que é convergência ?
Convergência é quando todos os routers têm conhecimento consistente e tabelas de roteamento corretas.
O que é route poisoning ?
Com o route poisoning, quando o protocolo distance vector alerta que uma rota não é mais válida, a rota é anunciada com uma métrica infinita, significando que a rota é ruim, rota envenenada. No RIP, uma métrica de 16 é usada para significar infinita. Route poisoning é utilizado junto com holddowns.
O que são timers hold-down?
Hold-down timers evitam que mensagens de updates regulares reinstalem uma rota que talvez ainda seja ruim. Os timers holddown também dizem aos routers para aguardar (hold) por um certo período de tempo qualquer alteração que possa afetar as rotas.
O que são triggered updates ou flash updates?
Quando um router observa que uma rota diretamente conectada alterou seu estado, ele imediatamente envia outrou update de roteamento para todas as suas interfaces ao invés de esperar pelo timer update (30s) expirar. Triggered updates são também conhecidas como Flash updates.
O que é IP RIP?
RIP IP é um protocolo de roteamento verdadeiramente distance vector que envia toda sua tabela de roteamento para todas as interfaces ativas a cada 30s. RIP IP utiliza hop count como sua métrica para determinar o melhor caminho para uma rede remota. O número máximo de saltos/hop permitidos é 15, significando que 16 é inalcançável (unreachable).
Existem 2 versões do RIP.
Versão1 é classful, e a versão 2 é classless.
Qual o tipo de balanceamento de carga o RIP utiliza e até quantos caminhos utiliza por default?
RIP IP pode fazer balanceamento de carga sobre no máximo até 6 links de igual custo, usando 4 por default.
Todos os protocolos suportam balanceamento de carga de igual custo, mas somente o IGRP e EIGRP suportam caminhos de custo desiguais. E o balanceamento de carga já está habilitado por default para 4 caminhos, com o máximo de 6. Agora, observe que se eu fizer :
R1(config)# router igrp 100
R1(config-router)# maximum-paths 1
Se você setar para “1“, estará desabilitando o balanceamento de carga de custo igual e desigual no IGRP, e em qualquer protocolo de roteamento terá o mesmo efeito.
O que os 4 timers utilizados no RIP regulam em sua performance?
• update (30s) - intervalo entre as atualizações de roteamento onde toda a TR é enviada
• invalid (180s) - tempo que o router aguarda quando uma rota se torna inválida
• hold-down (180s)- durante este período de tempo, o router “congela” a rota inválida ou poisoned na sua TR. Se nenhuma rota melhor for recebida, ela entrará no timer flush, para ser excluída definitivamente da TR. Mas se neste período de holddown, o router receber um update dizendo que tem uma métrica melhor ou igual para a rota inválida, o router irá abortar o período de holddown, e remover a rota inválida e colocar a nova rota recebida na TR. Entretanto, se o router receber uma métrica pior do que a rota inválida, o router trata esta como uma rota suspeita e assume que a rota está provavelmente dentro de um loop, ignorando o update. É claro que a métrica “pior” pode realmente ser uma rota alternativa válida, entretanto a função do timer holddown e rota envenenadas (router poison) proibe o uso de rotas até que o holddown expire. Enquanto no status holddown, uma rota envenenada na TR aparecerá como “possibly down”. O timer holddown dá a chance para que toda a rede possa convergir e todos os routers aprendam que uma rota falhou, evitando assim loops de roteamento. É preferível ter “paciência = holddown”, do que ter problemas de pacotes perdidos porque você tem um loop na sua rede. É muito útil quando uma interface está em flapping, ou seja, seu status transita entre down… up… down… up… com intervalos de 10 a 15 s, e assim indefidamente. E isso pode derrubar sua rede fácilmente. Veja a definição de Alex Zinin no seu ótimo livro Cisco IP Routing:
“A regra é : Uma vez que uma rota é marcada como inalcançável, ela deve permanecer neste estado por um período de tempo determinado o suficiente para que todos os routers recebam a nova informação sobre a rede inalcançável. Em essência, nós instruimos os routers a deixar os boatos acalmarem e só então considerar como verdade.”
• flush (240s)- quanto tempo depois que uma rota se tornou inválida antes que ela seja removida da TR. Antes do flush expirar, o router avisa os router vizinhos que a determinada rota encontra-se inativa.
Como você pode habilitar o RIP em um router Cisco ?
Para habilitar o RIP no seu router Cisco, inicie pelo uso do comando no modo global “router”, seguindo do protocolo “rip”. Isto irá selecionar o RIP como protocolo de roteamento. Então vc designa o comando “network”, seguido do número de rede classfull que vc quer ativar no RIP. Observe que vc tem um protocolo CLASSFUL, e portanto precisa declarar uma rede CLASSFUL. Se vc entrar “network 172.16.10.0”, o comando network irá transformar para CLASSFUL, mas sua questão será invalidada porque você não considerou a classe do protocolo.
Aqui está um exemplo:
R1(config)# router rip
R1(config-router)# network 192.168.1.0
R1(config-router)# network 192.168.2.0
R1(config-router)# network 172.16.0.0
R1(config-router)# network 10.0.0.0
R1(config-router)# network 10.10.15.0 ===> NUNCA FAÇA ISSO NO EXAME !
Como você pode parar os updates do RIP de se propagarem em uma interface do router?
Algumas vezes, você irá querer que os updates RIP não se propaguem através de certas interfaces do seu router para a WAN, gastando assim bandwidth ou fornecendo informação valiosas sobre sua internetwork. A maneira mais fácil de parar os updates do RIP de sair por uma interface é usar o comando de configuração global “passive-interface”.
Nota: Esse comportamento de somente receber e não enviar updates somente acontece com RIP e IGRP. Com EIGRP e OSPF, você desabilita tanto o recebimento quanto o envio de updates.
Como você pode exibir o conteúdo de uma tabela de roteamento IP de um router Cisco ?
O comando no modo privilegiado “show ip route” exibe o conteúdo da TR do seu router Cisco.
Ou especificando por protocolo ou tipo de rota assim :
R1# show ip route eigrp
R1# show ip route rip
R1# show ip route static
O que é Interior Gateway Routing Protocol (IGRP) ?
IGRP é um protocolo de roteamento distance vector proprietário Cisco. O IGRP tem uma contagem de saltos (hop count) default de 100 hops, com uma contagem máxima de saltos (maximum hop count) de 255. O IGRP utiliza bandwidth (K1) e delay(K3) da linha como métrica default, porém ele pode usar também a reliability(K4), load(K2), e MTU(K5).
Como você habilita o IGRP em um router Cisco ?
A maneira como você habilita o IGRP no seu router Cisco é parecida como você já fez com o RIP, exceto pelo fato de que no IGRP, você tem que adicionar o número do AS ou autonomous system, ao qual o IGRP pertence. Por exemplo :
R1(config)#router igrp 10 (10 é o número do AS – 1 a 65.536)
R1(config-router)#network 192.168.0.0
R1(config-router)#network 192.168.1.0
R1(config-router)#network 172.10.0.0
R1(config-router)#network 10.0.0.0
Nota : IGRP é classful, então declare como tal. E mais uma vez e não me canso: CUIDADO COM ISSO !!
O que os 4 timers que o IGRP utiliza, regula em sua performance ?
• update (90s) – intervalo entre as autualizações de roteamento onde toda a TR é enviada
• invalid (270s ou 3×90) – tempo que o router aguarda até que expire para que uma rota se torne inválida
• hold-down (280s ou 3×90+10) – Se um destino torna-se inalcançável ou unreachable, ou se o router do next-hop aumenta a métrica gravada na sua TR, o router aguarda por um período de 280 seconds.
• flush (630s) – quanto tempo depois que uma rota se tornou inválida antes que ela seja removida da TR. Antes do flush expirar, o router avisa os router vizinhos que a determinada rota encontra-se inativa.
Quais são os 3 tipos de NAT ?
• Static
• Dynamic
• Overloading (Dynamic with Overloading e PAT)
Descreva resumidamente cada um deles :
Static
- não tem tradução de portas
- 1-para-1
- mapeamento fixo (ideal para dar acesso a servidores à Internet)
Dynamic
- não tem tradução de portas
- muitos-para-muitos (muitos IPs para um pool – nem todos terão acesso a rede externa – se tenho um pool de 5 endereços IPs públicos, somente 5 hosts de cada vez terá acesso)
- mapeamento dinâmico
Dynamic with Overloading
- com tradução de portas
- muitos-para-pool (muitos IPs para um pool)
- mapeamento dinâmico
PAT
- com tradução de portas
- muitos-para-pool (muitos IPs para o endereço IP da interface física)
- mapeamento dinâmico
- tipo mais implementado
Nota: A principal diferença entre o NAT Dinâmico e PAT é a palavra overload.
Qual tipo de solução NAT pode ser necessária se duas empresas se fundem e estas têm a mesma faixa de endereçamento IP privado ?
Overlapping
- necessário quando 2 redes de uma mesma empresa precisa se comunicar e utilizam a mesma faixa de endereços privados
- inclui mapeamento estático e dinâmico
- deve traduzir endereços de origem e destino
Quando usar o NAT Estático, Dinâmico ou PAT ?
Se apenas UM host da sua empresa precisa atingir a Internet, use o ESTÁTICO.
Se apenas ALGUNS hosts da sua empresa precisa atingir a Internet, use o DINÂMICO.
Se apenas TODOS os hosts da sua empresa precisa atingir a Internet, use o NAT Dinâmico com Overloading ou o PAT.
Qual a diferença entre o NAT Dinâmico com Overloading e o PAT (Port Address Translation) ?
O NAT Dinâmico com Overloading é essencialmente o mesmo que o PAT. A principal diferença entre os dois é o endereço IP utilizado na tradução.
No NAT Dinâmico com Overloading, o endereço IP utilizado a multiplexação de portas não é compartilhado com qualquer interface física externa.
Com o PAT, o endereço utilizado é o mesmo utilizado para a interface física externa.
Existe algo que possa limitar a implementação do NAT em um router Cisco ?
Sim. Vai depender de quanta memória DRAM tem seu router. É a DRAM que armazena os pools configuráveis do NAT e trata cada tradução.
Cada tradução feita pelo NAT consome 160 bytes de memória DRAM. Logo, você precisa de 1.6 MB de RAM para fazer 10.000 traduções no seu router.
Quais as vantagens do NAT ?
• segurança
• economia de endereços IPs públicos
• no caso de mudança de ISP, economiza tempo e dinheiro na transição
Quais as DESvantagens do NAT ?
•perda de funcionalidade - protocolos que precisam de informação dentro do PAYLOAD do pacote IP
•aumento do atraso - 1o. pacote é via process-switch (lento), os outros são via fast-switch (rápido) (#degub ip nat)
•perda de desempenho - se o router utiliza permanentemente o processo de comutação via process-switch
•perda de rastreabilidade do IP fim-a-fim
Qual o tipo de tráfego o NAT no Cisco IOS não suporta ?
• SNMP
• BootP
• Protocolos Talk e NTalk
• transferências de zonas DNS
• Atualizações de tabelas de roteamento
• IP Multicast
• Netshow
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